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não aguentámos. depois de uns dias em kannur, fomos para o friozinho bom de coorg. mas comecei a lembrar-me da praia. e da floresta de coqueiros. e da guesthouse. um edifício antigo e tradicional. com janelas, mas sem vidros. uma daquelas construções inteligentes que propiciam as correntes de ar em climas quentes. as refeições foram as melhores que tivemos nos últimos quatro meses. o equilíbrio perfeito num lugar: a praia a dez minutos, a floresta já ali. a distância que nos faz sentir que não existe mundo em redor…

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na praia, além dos passeio e banhos ao fim do dia, observámos e filmámos as águias. pode parecer aborrecido, mas nunca tinha estado à distância de um braço destes passarões. comecei a pensar que os voos razantes eram para me pescar…

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já mencionei a guesthouse? e os pés frios a caminhar na sala de jantar, as cadeiras de reclinar e as ventoinhas a soprar?O O OLYMPUS DIGITAL CAMERA

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costa do malabar. sempre me soou a piratas, poetas e histórias de não acreditar.

em kannur, land of looms and lores, a terra dos teares e tradiçoes, estou mais do que encantada. enfeitiçada pela paisagem, pela poesia de um areal deserto no embalo das ondas.

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goa tem praias que não acabam. ainda que eu não goste de levar a máquina fotográfica para o areal, aqui vale a pena.

palmeiras dão alguma sombra, mas a costa, ainda vazia à espera da época alta, deixa-nos a namorar as estrelas do mar, caranguejos e búzios que por aqui se passeiam. ao pôr do sol, os barcos regressam da pesca.

muitos ainda têm nomes portugueses, uma cruz e um colar de flores ao estilo hindu.

hoje o sol enganou-nos e escondeu-se, pelo que nos contentámos com um delicioso jantar de peixinho fresco ao som das ondas.

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105 azul e branco


Tarde perfeita:

uma garrafa de vinho tinto;

um prego à Cortador (nhammy!);

um Kit Kat partilhado;

uma vista linda.



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