álbum de fotografias #4

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a cafeína conforta-me e quando tomada num sofá fofinho ou numa tasca ao balcão, sinto-me em casa.

em varanasi, este cafezinho e aquele bolo de cenoura são imbatíveis.

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ultimamente #2

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despedimo-nos de kolkata e da índia com um passeio junto ao rio hooghly. andámos pela confusão da cidade,

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a seguir traços coloniais

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e descobri este sinal. pelos vistos, não se pode usar buzina. (pena que os condutores não saibam…) mas já estou tão habituada ao som, que no outro dia, a andar em hora de ponta, estava tudo estranhamente calmo: o semáforo estava vermelho – as buzinas param e os motores também. um silêncio quase assustador.

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queríamos ir passear pela ponte howrah. seguimos a estrada e devemos ter-nos perdido. demos por nós a andar no meio dos carris, onde vários senhores se aliviavam e nós sem termos por onde sair. pé na linha de ferro e passo rápido… lá chegámos à estação.

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ninguém olhou para nós duas vezes. como não queríamos continuar caminho pelos carris, pagámos para entrar num parque com a esperança de que nos levasse até à ponte, junto ao rio. só a vimos mesmo à distância. ou quase vimos. é inacreditável a poluição que paira no ar… demorámos uns dias até perceber que isto não é nevoeiro.

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terminámos este dia com um café com natas no flurys.

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deixámos a índia para trás. apanhámos um táxi…

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e esta foi a última imagem da índia. se olharem bem, há uma mensagem: danger india is beautiful. pronto, se calhar são duas coisas diferentes, mas um país tão diversificado é perigosamente  beautiful.

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aeroporto e num tirinho estávamos a bangkok. um sonho de higiene, comparado com kolkata. mas trouxe qualquer coisa comigo – dei por mim a andar na estrada, a um metro do passeio, como fiz durante os últimos meses. se na índia essa é a forma mais segura para caminhar, na tailândia passo por maluquinha.

dormimos num quarto tão normal e limpinho que me senti num resort de cinco estrelas. matei saudades dos pequenos almoços tailandeses…

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… e partimos numa longa viagem de doze horas para koh samui, uma ilha mais a sul. do ferry, assisti a este nascer do sol. sou ou não sou uma sortuda?

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as vizinhas…


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suspeito que estes sejam os únicos sinais do outono que vou ver este ano…


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o conforto de um cobertor, à noite, soube bem depois de uns meses a desesperar com o calor.

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os cafezeiros têm-me explicado o processo da flor à colheita.

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as aranhas passeiam-se pelas suas casotas e dominam cada corredor do cafezal, mas vale a pena fugir delas para chegar a esta cascata…

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os casalinhos escondem-se dos olhares mais curiosos.

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não nos preparámos para a pele arrepiada e as proximidades do frio. em coorg, ou kodagu, ficámos numa plantação de café. como jardim, as árvores que dão sombra aos cafezeiros e abraçam as pimenteiras.

chegámos durante o harvest festival, a comemoração das colheitas e no palácio local todos dançavam. as mulheres riam e observavam, de um lado, os homens davam um pezinho, do outro.

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