12 meses, 12 países
Publicado: 30 de Dezembro de 2009 Filed under: cambodja, espanha, estónia, irlanda, letónia, lituânia, marrocos, portugal, tailândia, ucrânia, vietnam 4 Comments »Um record pessoal ultrapassado e a ultrapassar novamente em anos vindouros. Foi indubitavelmente o ano em que mais tempo passei a viajar, menos tempo em casa e com semanas muito atribuladas para compensar todo o desgaste das viagens. Sim, porque passear cansa.
Um resumo, para encerrar o ano e poder pedir outros 12 desejos ao iniciar 2010:
1- Viagens em Portugal e na Madeira (e não, não é Portugal!)
…e para quem já pensou que isso não conta: conta, conta!! O nosso país é muito bonito e merece tanto ser visitado como qualquer outro lugar distante. Também temos gastronomia, língua, costumes, artesanato e monumentos para descobrir!
2 – Sevilha, Espanha
…porque fica tão perto e é uma cidade com tanto por descobrir…
3 – Helsínquia, Finlândia
Com o pior guia turístico de que há memória – um português que não gosta da cidade, mas proporcionou muitos momentos de risota, pelos absurdos que exacerbou.
4 – Estónia
Sem dúvida o meu preferido dos países bálticos. Cidades pequenas, paisagens invernais, a melhor chocolaterie de sempre e o mar gelado!
5 – Letónia
Riga, no movimento de tudo o que há para ver, pelos concertos inesperados, casas de chá acolhedoras, o melhor dos hostel e a gastronomia divinal.
6 – Lituânia
Não posso dizer que não fiquei surpreendida com o país onde perdi um avião que não existia. Esperava mais movimento e eventos, não fosse esta a capital europeia da cultura. Os pontos fortes dividem-se entre a beleza monumental das igrejas, o contraste da construção decadente, o castelo de Trakkai, as pessoas que se deixam observar na praça e boas possibilidades de passeios.
7 – Dublin, Irlanda
…e Howth. A viagem mais sorridente e divertida que já fiz, numa cidade que à primeira vista não tem assim tanto para oferecer. Desde o farmers market, os jantares no local do costume, a animação do pub fora da confusão de Temple Bar e a caminhada por Howth, poucas cidades me deixaram a planear regressar brevemente só para repetir a Shepperd’s Pie e as parvoíces da vida alegre.
8 – Kiev, Ucrânia
Uma manhã fora do aeroporto, numa longa escala antes de uma longa viagem. Não resistimos e partimos à descoberta da cidade, sem ideias feitas, guia ou sequer a noção de para onde poderíamos ir. Aparte todos os obstáculos e a vozinha que não se cansava de repetir que deveríamos era voltar para o aeroporto, correu muito bem e valeu a pena só pelo pequeno almoço. A cidade merece mais do que um dia de passagem e há que dar mérito à organização do Metro, que lá colocou um senhor que falava português para nos ajudar, na hora certa.
9 – Tailândia
Muito pouco do país visto: Bangkok, Ayutthaia, Ko Samui, Ko Tao. Imaginava Bangkok bem mais caótica, dados os negros filmes que me fizeram antes da partida. Ko Tao foi o paraíso que esperava, onde o tempo passa depressa demais só porque sabe a pouco. Ko Samui, menos paradisíaca, acaba por ser romântica pelos clichés dos jantares à luz da vela, na areia – não fossem demasiadas as pessoas, voltaria. Para viver numa próxima viagem, ficam as ilhas Phi Phi, as caminhadas nas montanhas a norte, a viagem de comboio para a Malásia…
10 – Vietname
O país onde mais desejei estar em 2009. Sinto que visitei muitos dos sítios onde queria ir. A repetir, serão muitos mais os dias a passar nas montanhas, a pé ou de mota. Hanoi foi claramente a minha cidade favorita, onde facilmente me imaginaria a viver. Hoi An trouxe bons passeios e compras. Huè marcou-me pelo inesperado passeio de mota. Saigão soube a despedida, demasiado ocidental, foi local de passagem para o Mekong e Cambodja.
11 – Cambodja
A minha primeira travessia fluvial, uma capital triste onde muito há ainda por fazer. As zonas rurais são inesquecíveis, mesmo deixando de parte os templos. Verde tropical, salpicos culturais, pessoas simpáticas. Os templos têm mais para oferecer do que imaginamos à partida. Três dias para absorver tanta História e paisagens tropicais da selva circundante. Um país onde regressarei sem dúvida, para alugar uma mota e perder-me.
12- Marrocos
Marrakech e Essaouira foram os destinos, nesta segunda passagem por Marrocos. O que da primeira vez tinha detestado, desta adorei: os cheiros, a gastronomia, o movimento e a sensação constante de estar perdida nas medinas adoçaram os dias e cultivaram o desejo de regressar brevemente. Afinal, Marrocos é já ali.
E 2010 também… venham novas viagens que nos façam valorizar o lugar onde vivemos, nos ensinam a descobrir quem somos, a conhecer outras estradas, fazer amizades improváveis, saborear vivências simples e entender que ao partir, não regressamos. Cada lugar passa a fazer parte de nós e em cada continente deixamos um pouco do que éramos.




