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Publicado: 2 de Janeiro de 2012 Filed under: 365_2012 | Tags: 365_2012, arco-íris Deixe um comentário »E acabou 2011. (O ano em que ensinei que não se começam frases por “E…”)
A passagem para 2012 foi pacífica. Nada de roupa interior azul, champanhe, ou sequer passas. Apenas convenci os marmanjos que estavam comigo a ficarem acordados até à meia-noite. Contei de 10 para trás em duas línguas. Não revivi qualquer momento passado. Fiquei contente por este ano tão estranho ter terminado e pela sensação de re-start que me traz 2012.
Não houve resoluções de ano novo, nem nada que se pareça. Fiz tantas, tantas, em 2011, que preciso de um ano de intervalo. Há um ano atrás, enchi meia parede de casa com post-its a anunciar as minhas resoluções. Trinta e nove resoluções. Quantas cumpri? Vinte e três. Faltou fazer muito, mas nada de maior importância.
Houve muitas coisas boas. Algumas aprendizagens, uma desistência. Desisti do mestrado, perdi a motivação pelo projeto final. Concretizei muitos objetivos, fiquei mais empenhada no trabalho e, consequentemente, mais frustrada quando nem tudo corria bem.
Fartei-me de andar a pé. De tirar fotografias. Estive fora de Portugal por quase 70 dias. Três continentes. Seis países, dos quais dois novos para mim. Regressei a Myanmar – deixei de acreditar que mais vale ir sempre a lugares novos, há que continuar a descobrir os que adorei. Fui e voltei ao País de Gales, de onde não me apetecia nada sair. Mas teve mesmo de ser.
Ontem, pelas seis da manhã, voei em direção ao trabalho e para longe do descanso. Cheguei a casa após muitas horas a viajar de carro e de avião. Hoje pendurei o meu presente favorito: uma máquina de fazer arco-íris. Assim que chega o sol, começa a dança da luz. Que assim seja 2012! Bonito e alegre… 




